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A Paternidade

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            Passei algum tempo pensando em como eu poderia escrever sobre como é ser pai, qual a sensação, o sentimento interno, o que muda realmente lá dentro, e aí me dei conta que talvez eu nunca pudesse ter as palavras exatas, ou mesmo que a cada vez que eu escrevesse tivesse uma visão diferente  sobre o que é ser pai, e nem mesmo estou considerando as várias etapas pelo qual meu filho irá passar até a idade adulta. O que estou tentando colocar aqui em palavras é pura e simplesmente o que mudou em mim e como me sinto todos os dias quando acordo e vejo aquela criança olhando de forma pura para mim.           Antes de mais nada, digo que ser pai e se rever enquanto filho, e voltar o mais para trás que seja possível e lembrar como era cada etapa de sua vida, tentar lembrar de cada lição aprendida, de cada ajuda recebida, de cada medo amparado por um abraço ou por palavras de confiança, e acredite que isso nem sempre ...

Para onde você está olhando?

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  O teu esforço condiz com tudo aquilo que você gostaria de ser? Aquilo que você pensou um dia ser o melhor caminho ainda está coerente com a pessoa que você se transformou com o passar dos anos? Eu poderia ficar aqui colocando várias perguntas, uma atrás da outra, e mesmo assim eu ainda terminaria sem saber como responder uma boa parte delas, até mesmo porque por mais constante que sejamos no sentido de personalidade, de desejos e vontades, estamos constantemente nos modificando com o passar do tempo, num caminho onde o futuro é difícil de se prever por estar sempre em movimento. Imagino que nem todos tenham esses dilemas sobre "o ser", do "estar sendo" e do "gostaria de ser", algo que acaba por criar uma espécie de lapso temporal, onde o simples fato de ficar pensando muito sobre essas questões nos faz esquecer do presente, dessa realidade aqui, do que realmente está acontecendo ao nosso redor e que realmente é importante e conta como parte de quem somos...

A fraqueza ou fortaleza da vulnerabilidade?

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        Acho que já escrevi uma vez sobre como gosto de ir na definição das palavras e entender de forma mais profunda o real significado delas, e dessa forma poder usá-las em contextos mais apropriados, ainda mais num período tão atípico como esse que estamos vivendo, cheio de incertezas e de acontecimentos tão trágicos para a humanidade. Mas voltando ao tema, o que de fato vem a ser vulnerabilidade? O que significa estar ou se sentir vulnerável diante de uma situação ou mesmo de alguma pessoa? De acordo com o site significados.com.br a definição de vulnerável é a seguinte:    "Vulnerável é algo ou alguém que está suscetível a ser ferido, ofendido ou tocado. Vulnerável significa uma pessoa frágil e incapaz de algum ato. O termo é geralmente atribuído a mulheres, crianças e idosos, que possuem maior fragilidade perante outros grupos da sociedade."       "Na sociedade, um indi...

Eu tenho que...

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           Você costuma ter esse tipo de indagação, "eu tenho que...? Essas indagações te impulsionam em direção aos teus objetivos ou te laçam num mar de angústias e insatisfações? Ao pensar nesse assunto, que é bem comum em muitas pessoas, inclusive nesse que vos escreve, resolvi pesquisar rapidamente sobre o assunto e percebi que havia muito mais conteúdo sobre o tema, e que essa indagação era apenas a ponta do iceberg.      Muitos não sabem, mas indagações como essa podem causar os chamados pensamentos intrusivos, indesejados ou involuntários, que podem ser responsáveis por transtornos de ansiedade, transtornos obsessivo compulsivo, fobias sociais, síndrome do pânico e até situações de stress pós traumático. Talvez você não tenha nenhum desses transtornos ou fobias, mas conseguiria identificar, questionar e interpretar todos aqueles pensamentos corriqueiros que te causam ansiedade ao longo do dia?      Até q...

Desejo, Vontade, Necessidade

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    Qual a diferença entre desejo, vontade e necessidade? Muitos podem pensar que se tratam de sinônimos, palavras que compartilham um mesmo significado, mas no caso específico dessas três palavras o que temos pode ser bem diferente. Poderia colocar aqui a definição exata de cada uma dessas palavras, mas qual seria a reflexão e o real aprendizado sobre essas palavras, tão comuns  nos nossos pensamentos. Talvez uma forma simples de perceber essa diferença é fazermos três perguntas: Qual é o meu desejo? Qual é a minha vontade? Qual é a minha necessidade?     Será que o desejo que estamos nutrindo dentro de nós é realmente aquele impulso vital que está nos direcionando para algo fundamental e importante para a nossas vidas? Esse desejo é consciente ou é baseado apenas no simples fato de estarmos mergulhados na satisfação imediata que dita muito do que fazemos e somos?     Desejo e vontade podem se confundir a priori, estando...

As barreiras geográficas de cada um.

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Até onde vão nossas barreiras geográficas? Para quem mora nas grandes, médias e pequenas cidades, essa noção pode muito bem ser limitada por construções ou barreiras geográficas, que nos fornecem uma falsa impressão de que o que vemos ao nosso redor é tudo que temos a conhecer. E assim segue a velha rotina do dia a dia, nos locomovendo de casa para o trabalho e do trabalho para casa, como um trem que anda apenas em cima dos trilhos. Pergunto-me onde e quando passamos a agir feito trens, numa vai e volta eterno de um mesmo caminho. A cada dia vejo mais pessoas reclamando da rotina, e da mesmice que se tornou as nossas vidas, e mais uma vez pergunto-me quando isso passou a ser uma realidade que atingem quase todos que conheço. Mesmos lugares, mesmas escolhas, mesmos medos, mesmas inseguranças, mesma zona de conforto, mesmas pessoas que não agregam mais nada, mesmo do mesmo. Não sei se existem respostas para essas perguntas, apenas não me conformo com elas e assi...

O que você deixou de ser quando cresceu?

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Ao passar o tempo numa dessas redes sociais com fotos e textos, me deparei com uma imagem que mostrava uma placa no meio de uma ponte com os seguintes dizeres "O que você deixou de ser quando cresceu?". Essa não é uma pergunta normal, daquelas que escutamos com frequência na rua, no trabalho ou em casa. Talvez numa entrevista de emprego ou mesmo numa sessão de terapia fosse mais fácil, mas aqui ela tem um contexto de ser uma pergunta puramente retórica, nós fazendo voltar no tempo e refletir sobre o que deixamos para traz que não necessariamente queríamos deixar, ou mesmo que esquecemos por completo devido aos engessamento a da vida adulta. Eu costumo ter um pensamento recorrente sobre um homem que foi se desenvolvendo a partir de  camadas sobrepostas ao longo da vida, e que num determinado dia percebeu o quanto estava preso dentro de si, e como tinha se moldado de uma forma que o impedia de ser aquilo que gostaria. É como engrenagens abandonadas que vão sucumbind...