As barreiras geográficas de cada um.
Até onde vão nossas barreiras geográficas?
Para quem mora nas
grandes, médias e pequenas cidades, essa noção pode muito bem ser
limitada por construções ou barreiras geográficas, que nos fornecem uma
falsa impressão de que o que vemos ao nosso redor é tudo que temos a
conhecer. E assim segue a velha rotina do dia a dia, nos locomovendo de
casa para o trabalho e do trabalho para casa, como um trem que anda
apenas em cima dos trilhos. Pergunto-me onde e quando passamos a agir
feito trens, numa vai e volta eterno de um mesmo caminho.
A cada
dia vejo mais pessoas reclamando da rotina, e da mesmice que se tornou
as nossas vidas, e mais uma vez pergunto-me quando isso passou a ser uma
realidade que atingem quase todos que conheço. Mesmos lugares, mesmas escolhas, mesmos medos, mesmas inseguranças, mesma zona de conforto, mesmas pessoas que não agregam mais nada, mesmo do mesmo.
Não sei se existem
respostas para essas perguntas, apenas não me conformo com elas e assim
tento achar uma saída para esse estado de inércia que atinge a minha
alma. Algumas pessoas preferem até continuarem nesse mesmo caminho, por
conveniência, necessidade ou até por imprevistos que a vida nos prega.
Não
sou diferente de ninguém que conheço, e a cada dia continuo a percorrer
os mesmos caminhos e a fazer as mesmas ações de antes, e mesmo vivendo
nesse caminho de trem particular, começo cada vez mais balançar o meu
corpo e mente para o que chamo de descarrilamento libertador da alma. Sair
dessa antiga linha de vida pode significar o surgimento de novas
oportunidades e perspectivas, não apenas no âmbito pessoal, como também
no profissional e familiar.
É, precisamos ampliar nossos espaços
geográficos pessoais e descobrir novas realidades que até agora só
conhecemos pelas imagens de televisão, dos smartphones e das telas de computadores. Vivemos num trem, sentados na janela olhando fixamente para o seu interior, esquecendo tudo que somos, que queríamos e sem olhar para as paisagens que estão ali ao nosso alcance. Quando nos tornamos tão adormecidos?
A quebra desses paradigmas que aprisionam a alma
e cegam nosso campo de visão é o grande desafio da humanidade, que vive um momento imediatista e sem conteúdo. Que os horizontes estejam abertos a
todos, e que nossas ambições caminhem em todas as direções, e não apenas
no que está demarcado pelos trilho que pensamos ser o nosso destino derradeiro.

Adorei!!
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